domingo, 11 de outubro de 2009

ARGENTINA COM CARA DE MARADONA

Assisti neste sábado ao (péssimo) jogo entre Argentina e Peru, realizado no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. A dinâmica do jogo já veio desenhada antes mesmo do apito inicial do árbitro boliviano: a Argentina, desesperada e correndo risco de ficar de fora do Mundial, partiria com tudo para o ataque. O Peru, pior time das eliminatórias, iria se defender para tentar não passar por mais um vexame. E foi assim no primeiro tempo.

Só faltou um detalhe (o Parreira iria adorar): o gol.

No segundo tempo, aos 2 minutos, o desconhecido Higuain aproveitou um lançamento preciso de Palermo, que entrou no intervalo, e inaugurou o marcador no Monumental. A partir daí, pensou-se que os jogadores da Argentina iriam jogar da forma aguerrida e ofensiva como sempre fizeram e ampliariam a vantagem no placar.

Ledo engano. O que se viu depois disso foi uma Argentina burocrática, desarrumada, sem qualquer tipo de ofensividade. E, pra piorar, Maradona ainda tira Higuain, aquele mesmo, o autor do gol, e coloca um zagueiro para segurar o resultado.

O problema é que a seleção peruana, talvez, empurrada pelo compromisso histórico de limpar seu nome, 31 anos depois de terem se vendido para os ditadores e os cartolas argentinos, entregando o jogo e tirando o Brasil da final do Mundial de 1978; foi para o ataque, colocando duas bolas na trave e criando um clima de pânico para os torcedores presentes no Monumental. Até que, aos 44 minutos do 2º tempo, a Seleção Peruana empata, calando os 40 mil torcedores argentinos.

Mas, como nenhuma Seleção consegue o “honroso” posto de pior time das eliminatórias por acaso, aos 47 minutos, depois de um cruzamento da direita, Palermo coloca os “ermanitos” na frente novamente. No final, 2 a 1 para a Argentia, que respira nas eliminatórias e vai a Montevidéu precisando de uma vitória contra os arquirrivais uruguaios para se classificar diretamente para a Copa da África do Sul.

É impressionante como essa atual Seleção Argentina está cada vez mais parecida com o seu treinador: esbanja arrogância, desorganização e desrespeito aos adversários. O problema é que a técnica que Maradona demonstrava em campo ainda não foi “imitada” pelos seus selecionados. Os argentinos podem até se classificar para o Mundial de 2010, mas este futebol desorganizado e burocrático apresentado por Messi e companhia não fará falta à Copa do Mundo.

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